A Justiça Federal negou o pedido de revogação da prisão preventiva de Gabriel Batista de Araújo, conhecido como ‘Gabriel do Paredão’, acusado de liderar um esquema de saques fraudulentos do INSS. A decisão foi tomada pelo juiz Gustavo André Oliveira dos Santos, da 1ª Vara Federal da Seção Judiciária do Piauí, que ressaltou a importância de garantir a ordem pública.
Operação Paredão: Desarticulação do Esquema
O esquema liderado por Gabriel Batista foi o alvo principal da Operação Paredão, realizada pela Polícia Federal. A investigação visou desmantelar a organização criminosa que, há pelo menos sete anos, lucrava com saques de benefícios de pessoas falecidas. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Vitorino Freire e São Luís, resultando no bloqueio e sequestro de mais de R$ 1 milhão em bens e valores.
Modus Operandi e Alcance da Fraude
As fraudes eram cometidas por meio da inserção de documentos falsos e alterações cadastrais para reativar benefícios de pessoas que já haviam falecido, facilitando os saques irregulares. Entre os 17 benefícios ativos analisados, 12 pertenciam a pessoas que teriam mais de 90 anos, incluindo um caso de um suposto beneficiário de 107 anos. Desde 2018, foram identificados 24 benefícios recebidos de forma fraudulenta.
Investigação e Provas
Relatórios de inteligência e vigilância flagraram Gabriel Batista frequentando agências bancárias para realizar saques. Imagens de câmeras de segurança em Santa Inês (MA) confirmaram sua participação nas fraudes em junho de 2025. Além disso, Alyn Werbson Oliveira da Silva foi identificado como parceiro direto nas operações, reforçando a acusação do Ministério Público Federal sobre o papel de Gabriel como líder logístico do esquema.
Defesa e Manutenção da Prisão
A defesa de ‘Gabriel do Paredão’ tentou substituir a prisão por medidas cautelares, alegando a ausência de violência nos crimes e a existência de residência fixa e ocupação lícita. No entanto, o juiz rejeitou esses argumentos, apontando a falta de comprovação documental da atividade laboral e o risco de fuga, devido à facilidade do grupo em obter documentos falsos.
Consequências e Continuação das Investigações
Com a prisão mantida, Gabriel Batista de Araújo enfrentará acusações de estelionato majorado, falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso e associação criminosa. O Ministério Público Federal afirma que sua prisão é crucial para interromper o esquema e garantir o andamento da investigação, que continua em busca de outros envolvidos e da extensão total dos prejuízos causados aos cofres públicos no Maranhão e Piauí.



