O cenário político em Porto Velho tem sido marcado por tensões entre o prefeito Léo Moraes e sua vice, Magna dos Anjos. Desde o início do mandato, a relação entre os dois se deteriorou, dando origem a uma série de desentendimentos que refletem nas políticas da capital e na dinâmica interna da gestão municipal.
Os atritos começaram nos primeiros dias de gestão, quando Magna dos Anjos solicitou cargos para sua equipe, como parte de um acordo eleitoral. No entanto, recebeu apenas 14 vagas, o que gerou insatisfação. A situação agravou-se quando Léo Moraes condicionou o apoio a seu irmão, Paulo Moraes Jr, nas eleições, à manutenção dessas vagas. A negativa de Magna em apoiar Paulo resultou na exoneração abrupta de seus indicados.
A exclusão de Magna das funções administrativas ficou evidente quando seu nome foi omitido das placas de inauguração de obras na cidade. Além disso, seus seguranças foram dispensados sem aviso prévio, demonstrando a intenção do prefeito de afastá-la da gestão. Apesar disso, Magna permaneceu ativa, confiando em sua reputação na zona Sul de Porto Velho, onde é altamente respeitada.
Em eventos públicos, como a revitalização da praça do Cohab Floresta, as tensões se manifestaram quando Magna, não convidada, compareceu e foi saudada pela população presente. Mesmo relutante, Léo Moraes teve que reconhecer o trabalho da vice-prefeita após insistência popular. Outro episódio ocorreu durante uma festa de Dia das Mães, onde Magna foi inicialmente ignorada, mas acabou sendo chamada ao palco devido à pressão dos presentes.
Magna dos Anjos decidiu concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa, fortalecida pelo apoio da comunidade evangélica, que representa uma fatia significativa do eleitorado. Em contrapartida, Paulo Moraes Jr enfrenta dificuldades para se firmar politicamente, com a falta de carisma e habilidades políticas sendo apontadas como seus principais obstáculos.
A administração de Léo Moraes enfrenta um dilema, com descontentamento crescente entre os apoiadores. A aposta em uma sucessão política familiar, que inclui Paulo Moraes Jr, não tem gerado o entusiasmo esperado. A falta de habilidade política de Paulo é vista como um entrave para a continuidade da influência da família Moraes na política local.
Os embates entre Léo Moraes e Magna dos Anjos ilustram a complexidade das alianças políticas e os desafios de manter uma administração coesa. Com as eleições se aproximando, a disputa pelo apoio popular e a influência política em Porto Velho promete ser acirrada, especialmente com a força crescente de Magna dos Anjos entre a comunidade local.






