A administração municipal de Porto Velho enfrenta críticas crescentes devido à aparente negligência em relação aos distritos e à zona rural, que permanecem distantes das prioridades do prefeito Léo Moraes. A estratégia de governo, descrita como ‘pão e circo’, tem gerado descontentamento até mesmo entre vereadores aliados e membros de partidos opositores.
O tema do abandono dos distritos de Porto Velho foi recentemente trazido à tona pelo vereador Adalto do Bandeirantes, que expressou sua indignação na Câmara Municipal. Ele destacou a precariedade dos serviços públicos, ameaçando mobilizar a população caso não haja mudanças significativas por parte da gestão municipal.
Entre os problemas apresentados, Adalto mencionou uma ambulância que permanece sem uso devido à falta de manutenção, além de ônibus escolares inoperantes, afetando diretamente os estudantes da rede pública. As estradas em condições precárias também foram citadas como um obstáculo para o acesso a serviços essenciais.
Nos bastidores políticos, há relatos de que a base aliada do prefeito evita confrontos diretos com o Executivo por receio de enfrentar retaliações, como perda de influência política e falta de atendimento às suas demandas junto às secretarias municipais.
A Secretaria Municipal de Agricultura (Semagric) é uma das pastas afetadas pela falta de recursos. Equipamentos essenciais, como tratores e retroescavadeiras, estão parados por falta de manutenção, prejudicando programas voltados ao apoio do produtor rural.
Recentemente, a prefeitura remanejou cerca de 2 milhões de reais para o evento Tecnogame, retirando aproximadamente 400 mil reais da rubrica destinada à logística de serviços básicos da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra). Esse redirecionamento de recursos gerou críticas por priorizar eventos em detrimento de necessidades básicas da população rural.
A falta de atenção às necessidades básicas dos distritos se reflete em dificuldades diárias enfrentadas pelos moradores e produtores rurais. Vídeos nas redes sociais mostram veículos atolados nas estradas mal conservadas, exemplificando as barreiras enfrentadas pela comunidade local.
A Semagric também sofre com instabilidade administrativa, visto que em pouco mais de um ano, a secretaria passou por várias mudanças em posições-chave, contribuindo para a sensação de desorganização e falta de direção.
As críticas à gestão de Léo Moraes refletem o descontentamento com as escolhas de priorização de recursos, que, segundo a população e servidores, resultam em desassistência das áreas essenciais na zona rural. A administração municipal enfrenta o desafio de equilibrar suas ações para atender de forma eficaz e justa às demandas de toda a população.






