Em uma decisão histórica, o Senado Federal rejeitou a indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Essa é a primeira vez em 132 anos que uma indicação ao STF é vetada pelo Senado, sendo a última ocorrência registrada em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto.
A votação, realizada de forma secreta, resultou em 34 votos a favor e 42 contrários a Messias. Para ser aprovado, Messias precisaria de pelo menos 41 votos favoráveis. Essa derrota representa um revés significativo para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que apoiava sua indicação.
O senador Flávio Bolsonaro, que também é pré-candidato à Presidência da República, interpretou a rejeição como um reflexo da falta de governabilidade do atual governo. Segundo ele, o resultado serve como um alerta importante para o Senado em relação à administração de Lula.
Antes da votação no plenário, Jorge Messias passou por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde foi aprovado por 16 votos a favor e 11 contrários. Durante as oito horas de sabatina, Messias destacou sua trajetória, enfatizando sua vida evangélica e sua posição contrária ao aborto.
Messias expressou seu compromisso com o aperfeiçoamento e a credibilidade do STF, defendendo a importância de decisões coletivas dentro da corte. Ele ressaltou que o STF é uma instituição central no sistema democrático brasileiro e que seu aprimoramento contínuo é essencial.
Durante suas declarações, Messias evitou manifestar opiniões sobre temas polêmicos que estão em pauta no Supremo, como a regulamentação dos motoristas de aplicativo e o marco temporal das terras indígenas. Ele preferiu não antecipar eventuais votos, mas mostrou compreensão sobre esses assuntos.
Em relação à anistia para condenados do evento de 8 de Janeiro, Messias afirmou que essa seria uma decisão política, de responsabilidade do Congresso, isentando-se de um posicionamento pessoal sobre o tema.






