A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Pará (OAB-PA), decidiu suspender duas advogadas após a descoberta de que elas utilizaram uma técnica para manipular sistemas de inteligência artificial (IA) da Justiça do Trabalho. O incidente ocorreu na última quinta-feira, 14 de maio, e resultou em uma suspensão cautelar de 30 dias para as profissionais envolvidas.
As advogadas em questão foram acusadas de inserir um texto oculto em uma petição, com o objetivo de alterar o comportamento dos sistemas de IA utilizados pela Justiça do Trabalho. Esta prática, conhecida no meio tecnológico como ‘prompt injection’ ou ‘injeção de comando’, visa enganar algoritmos para que eles ajam de maneira diferente do esperado.
A suspensão foi decretada pelo presidente da seccional do Pará, que considerou a gravidade da ação das advogadas. Esta medida serve como uma precaução para garantir que tal prática não se torne comum, protegendo a integridade dos processos judiciais que dependem cada vez mais de tecnologia.
O caso levanta questões sobre as implicações éticas e legais do uso de tecnologia em processos judiciais. A manipulação de sistemas de IA pode comprometer a justiça e a equidade dos julgamentos, o que torna crucial o estabelecimento de normas claras e medidas de segurança para evitar abusos.
O episódio envolvendo a suspensão das advogadas no Pará destaca a necessidade de vigilância e regulamentação no uso de inteligência artificial no sistema judiciário. A ação da OAB-PA mostra um compromisso em manter a ética e a legalidade nos processos, ao mesmo tempo em que alerta para os desafios do avanço tecnológico no campo jurídico.






